Quando converso com líderes de empresas, ouço sempre a mesma dúvida: “Nossa operação depende de sistemas antigos, mas precisamos inovar. Como juntar o antigo com o novo sem perder noites de sono?” Integrar sistemas legados, aqueles que já sustentam processos críticos há anos, parece um desafio gigante. Eu mesmo, liderando projetos na TI Alta Performance, já enfrentei cenários em que sistemas não se conversavam, causando atrasos, retrabalhos e impactos nos negócios. Neste artigo, trago um passo a passo prático para você superar essas barreiras, baseado em experiências reais e estratégias modernas, focando em APIs e conectores prontos.
Por que integrar sistemas legados costuma ser tão complicado?
Quando um sistema foi construído há uma década, ele não foi feito pensando no mundo conectado de hoje. O código pode estar obsoleto, poucas pessoas conhecem os detalhes técnicos e, na maior parte dos casos, há risco de interromper operações críticas ao tentar modificar algo. Além disso, muitos desses sistemas não seguem padrões abertos de integração, dificultando o diálogo com soluções modernas.
“Sistemas antigos geralmente falam uma língua que poucos entendem.”
Já presenciei casos em que empresas preferiram manter planilhas manuais a tentar integrar seu ERP antigo com novas aplicações. O medo de o sistema parar fala mais alto. Mas seguir nesse caminho só aumenta os custos e limita a inovação.
Casos mais comuns de dificuldades
Em anos de estrada, percebo que alguns cenários se repetem nos projetos de integração. Compartilho aqui os mais frequentes:
- Migração parcial para cloud, deixando partes do sistema presas em servidores antigos;
- ERPs e CRMs diferentes, cada um com sua base e regras, sem integração direta;
- Aplicações criticals em linguagens antigas, como COBOL ou Delphi, pouco documentadas;
- Processos manuais ou semi-automatizados onde o dado precisa ser digitado novamente;
- Sistemas com integrações feitas “às pressas”, gerando dependências perigosas e baixa rastreabilidade.
Todos esses cenários têm solução, mas o segredo está em mapear as integrações certas e evitar atalhos que só trazem dor de cabeça depois.

Como mapear o que integrar: métodos práticos
Toda integração de sucesso começa com clareza. Recomendo começar pelo mapeamento das necessidades reais. Não adianta querer integrar tudo de uma só vez. Foque no que gera resultado.
- Liste todos os sistemas essenciais para o negócio;
- Identifique os pontos onde dados precisam circular entre sistemas;
- Priorize integrações que economizem tempo ou evitem erros;
- Converse com os times que usam esses sistemas diariamente, buscando gargalos e necessidades reais;
- Documente como o dado entra, processa e sai de cada sistema.
O segredo é desenhar fluxos simples e diretos, sem criar dependências desnecessárias.Se preciso, use diagramas simples que mostrem quais sistemas conversam e por que o fazem.
Passo a passo para integrar sistemas legados usando APIs e conectores prontos
Agora, compartilho o método que aplico em consultorias da TI Alta Performance, adaptando a cada realidade, sempre priorizando APIs e soluções prontas sempre que possível.
- Faça uma análise técnica rápida dos sistemas legados: Entenda quais linguagens são usadas, se existe alguma API ou interface já pronta e quais integrações já existem. Se não houver documentação, converse com desenvolvedores ou usuários que conheçam o sistema.
- Escolha o melhor formato de integração: Prefira APIs REST, SOAP ou conectores já disponíveis. Muitos ERPs e CRMs antigos já possuem opções de conexão, mesmo que básicas. Caso não haja, considere o uso de ferramentas que simulam APIs ou mecanismos de exportação de dados.
- Implemente uma camada de abstração: Evite conectar sistemas diretamente. Crie um intermediário (middleware) que traduza os dados do legado para o formato aceito pelo novo sistema e vice-versa. Essa camada pode ser uma API própria, um barramento ou um serviço simples.
- Teste sempre em ambiente controlado: Nunca teste direto na base de produção. Monte um ambiente de simulação, com dados reais, mas isolados. Isso evita surpresas e pode ser usado para treinar quem vai operar as integrações.
- Implemente logs e monitoramento desde o início: Reforce o acompanhamento das trocas de dados para detectar falhas rapidamente. Coloque alertas para casos de erro ou dados fora do padrão.
- Treine usuários e documente tudo: Mostre para quem usa como o novo fluxo ficará. Documente o processo de integração e oriente times de TI para futuras manutenções.
“Caminho seguro começa por integração enxuta, sem promessas mirabolantes”
Dicas importantes para evitar falhas comuns
Ao longo da carreira, percebi que muitos líderes querem ganhar tempo pulando etapas. Prefiro destacar algumas dicas que sempre repito aos clientes da TI Alta Performance:
- Não subestime a qualidade dos dados: Dados inconsistentes entre sistemas paralizam integrações. Faça auditoria dos dados antes de integrar.
- Fuja de customizações muito profundas: Modificar um sistema antigo demais pode trazer mais problemas que soluções. Prefira adaptar o novo ao antigo via conectores.
- Automatize o máximo possível: Trabalhos manuais tendem a se perder em integrações recorrentes.
- Pense na escalabilidade futura: O que hoje está sob controle, pode virar dor de cabeça no aumento do volume ou mudança de negócio. Deixe espaço para ajustes.
- Escute quem está na ponta: Usuários enxergam gargalos e oportunidades que muitas vezes a TI ignora.

Quando integrar, migrar ou substituir o sistema?
Nem sempre integração é a única saída. Em alguns casos, migrar ou até substituir o sistema legado por completo é a melhor escolha. Minha sugestão é avaliar:
- Quão crítico é o sistema para a operação atual?
- Qual o custo de manter o legado versus criar algo novo?
- O sistema recebe atualizações de segurança e suporte?
- Existe mão de obra no mercado capaz de dar suporte ao legado?
Integrar é indicado quando há dependência alta do sistema antigo e o custo de migração é proibitivo. Já migrar faz sentido quando as integrações ficam complexas demais e o sistema não atende mais ao negócio.
Como a TI Alta Performance pode ajudar
Em projetos que conduzi pela TI Alta Performance, adotei sempre uma abordagem pragmática, ouvindo todas as partes envolvidas, investindo em prototipação rápida e priorizando integrações sustentáveis. Isso acelera a implementação e diminui os riscos. Se a sua empresa enfrenta esse desafio, um acompanhamento técnico qualificado pode fazer diferença tanto na estratégia quanto na execução.
Conclusão: integração eficiente é possível e traz resultados rápidos
Integrar sistemas legados exige preparo, pragmatismo e bom senso. Seguindo um passo a passo enxuto, usando APIs, conectores prontos e evitando customizações desnecessárias, o processo se torna mais leve e seguro para a empresa.
“O antigo pode conversar com o novo, basta traduzir a linguagem.”
Se você quer transformar a tecnologia no motor de crescimento do seu negócio e dar um salto na sua operação, conheça mais sobre como a TI Alta Performance pode apoiar sua jornada. Vamos juntos transformar desafios técnicos em oportunidades!
Perguntas frequentes sobre integração de sistemas legados
O que é um sistema legado?
Sistemas legados são aplicações antigas, geralmente críticas para o funcionamento da empresa, construídas com tecnologias já superadas, mas que seguem ativas por questões de custo, dependência ou processos integrados ao negócio. Eles costumam dificultar atualizações e integrações com sistemas modernos.
Como integrar sistemas legados passo a passo?
O primeiro passo é entender como o sistema funciona e identificar pontos de integração. Depois, priorize integrações que realmente vão gerar impacto. Busque sempre utilizar APIs prontas ou conectores disponíveis, crie uma camada intermediária para traduzir os dados, realize testes controlados, monitore as trocas de informação e documente cada etapa para garantir sustentabilidade no futuro.
Quais os principais desafios nessa integração?
Os maiores desafios são a falta de documentação dos sistemas antigos, o risco de interromper processos críticos, dados inconsistentes e a dificuldade de encontrar profissionais especializados. Também é comum que empresas enfrentem limitações técnicas no próprio legado, como ausência de APIs, obrigando a criação de soluções personalizadas.
Vale a pena atualizar sistemas legados?
Depende da importância do legado para o negócio e do custo envolvido. Se o sistema traz riscos recorrentes, não atende às necessidades atuais ou custa caro para manter, considerar atualização ou migração pode ser benéfico. Se, por outro lado, atende bem e permite integrações via API, a integração pode ser a melhor escolha.
Existem ferramentas para facilitar a integração?
Sim, hoje existem várias ferramentas de mercado que criam APIs sobre sistemas antigos, além de conectores prontos para os principais ERPs e bancos de dados. Também é possível desenvolver middlewares personalizados, usando frameworks simples que aceleram o processo e garantem segurança na comunicação entre sistemas.
